terça-feira, 22 de março de 2011


...
Contudo, para quem esperava uma influencia lunar mais direta do que o normal... “O que posso dizer é que, dependendo do ponto em que esta lua toca no mapa de cada um, existirão oportunidades especiais de entrar em contato consigo mesmo, com suas emoções, com suas necessidades emocionais. Afinal, a Lua representa o nosso campo de nutrição emocional”, confirma Mônica, ressaltando que: “No dia 20, o Sol entra em Áries e também comemoraremos o Ano Novo Astrológico. Portanto, os dias 19 e 20 podem, sim, ser considerados dias especiais”.

Ô lua!



domingo, 13 de fevereiro de 2011

ainda lembro

Ainda adoro você. Não sei por quê. Talvez seja porque o seu olhar me fazia dançar melhor. Ou porque ninguém mais me chegou com aquele cheiro adocicado no meio de tantos outros, em harmonia com todos os azuis(...)E, atrás dos seus passos largos,no jardim de insônia que você deixou, foi onde melhor escrevi as minhas saudades. Hoje, debaixo do sol e com a cachoeira ao fundo, ainda é por você que eu espero.E se eu pudesse dizer tudo o que já escrevi e calei, seria com uma voz mansa e aveludada: sem os suspiros de horror do início, mas com o mesmo desejo, embora um pouco mais sossegado com o tempo. Tempo que só encheu de poeira sem conseguir apagar(...)Hoje os meu afeto é discreto, e minhas taquicardias semi-ausentes.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

pela vida

Eu transito pela vida, antes doida que doída:
tão sem dono, tão sem rumo, tão sem memória.
Entro em becos, bares, corações.
Saio intacta, sem impacto, saio rápido.
Quem desenha meus caminhos são meus passos.
Quem desenha meus amores são as minhas conveniências.
Eu transito pelas ruas, toda em cores;
Mas escrevo meus amores: antes doida que doída.













Marla de Queiroz

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

muro


Talvez a verdadeira intimidade eu só tenha buscado com as palavras, e tenha me entupido delas no momento em que poderia estar aprendendo alguma coisa com alguém. (Faço um muro de palavras entre mim e as pessoas.)


Talvez eu tenha nascido para uma vida desapaixonada. Talvez eu nunca tenha olhado verdadeiramente o outro, e só tenha visto o texto pronto que criei pra ele. Talvez eu não conheça o que julgava conhecer. E isso me entupiu de certezas que eu não soube abandonar ao longo do caminho.


Uso palavras para não sofrer, para plagiar uma dor, pra fingir que sou leve e que está tudo bem. Uso palavras pra falar de uma chuva que talvez eu não conheça porque não me permiti ficar encharcada dela. E ela virou a metáfora de um relacionamento_ o que pode ser tristemente poético.


Talvez eu só tenha sentido saudade pra falar de outras coisas. Pra usar a palavra "saudade" mesmo, que eu adoro. Acho que estou muito cansada. Falei demais das coisas e , no entanto, não toquei verdadeiramente em nada. Observei e descrevi, cheia de filtros semânticos. Dentro da minha limitação eu interpretei o Universo para que eu coubesse nele, em mim. E alienei as pessoas dentro de conceitos. E arranjei um sentimento pra cada coisa. E pensei que assim, tudo estaria em ordem, sob controle.Eu que me julgava não julgadora, me considerava livre, agora tendo que empurrar as grades dessa prisão de certezas que criei pra mim. Sem poder culpar ninguém. Usando um discurso de alguém que não quer magoar o outro pra descobrir que no fundo só me importei comigo mesma e com os meus medos. Não deixei que o outro experimentasse o que havia de melhor ou de pior em mim. Não deixei que ele escolhesse.Mantive o muro de palavras e o meu discurso pronto pra continuar a salvo do outro lado. Eu que sempre falei de pontes...



texto da marla de queiroz, com pedaços meus pra eu conseguir me axar mais do que antes dentro do texto.. rs


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

bla!

se voce acha tudo um bla bla bla...
por que pede mais???
se nao gosta, nao venha.
nao procure...
nao me ache por aqui...
eu sou apenas um constante bla bla bla..
sem a menor graça..

domingo, 12 de dezembro de 2010

amizade colorida!


eu: bagunça do quarto..
um grande caos externo..
a ausência de cheiro.. a falta de toque

você: ordem do quarto..
grande ordem externa..
a presença de cheiro.. o toque..

eu bagunço seu quarto.. você arruma o meu..
eu chego sem cheiro e você coloca seu cheiro em mim..
recebo seu toque..

madrugadas sem fim.. amizade que mistura com outras coisas...
a gente nao se confunde.. e sabe curtir o que é bom e depois simplesmente ir embora... ficam apenas os sorrisos, cheiros.. e a espera da próxima madrugada...

porque nao precisamos ser vistos.. e lidos..
o que sabemos.. basta!




segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

jeito bom de se deixar viver




Quando já não tinha espaço pequeno fui
Onde a vida me cabia apertada
Em um canto qualquer acomodei
MINHA DANÇA E MEUS TRAÇOS DE CHUVA
E o que é estar em paz
Pra ser minha e assim ser tua
Quando já não procurava mais
Pude enfim, nos olhos teus vestidos d’água
Me atirar tranqüila daqui
....
E assim no MEU corpo eu fui chuva
Jeito bom de se encontrar
E assim no teu gosto eu fui chuva
JEITO BOM DE SE DEIXAR VIVER
Nada do que eu fui me veste agora
Sou toda gota, que escorre LIVRE pelo rosto...


JEITO BOM DE SE DEIXAR VIVER!