domingo, 31 de julho de 2011

texto de bolso

É aquela época do ano em que sinto saudades exacerbadas.. em que não sinto vergonha das saudades declaradas.. e as saudades sentidas me deixam mais sem lugar do que de costume. Talvez seja porque é a época em que mais fico sozinha com meus pensamentos.. a época em que descubro mais a realidade sobre o que sinto... é a minha fase de saber o que se passa comigo... e no fim eu descubro que sou só saudade.. daquelas mais desmedidas e sem vergonha.


Bárbara Jorge

domingo, 17 de julho de 2011

texto de bolso

você não diz quase nada... seu silencio me responde quase tudo que preciso.. seu olhar me mostra que mesmo distante você está por perto.. seu corpo me deixa claro o que é uma sintonia muda.. seu toque me faz silencio... e é assim quase sem palavras que nos entendemos..



Bárbara Jorge

segunda-feira, 6 de junho de 2011

insônia

Preciso te confessar.. dormir com o ventilador ligado em pleno inverno , é apenas a mais leve das minhas "neuroses"... além disso tem outras pequenas coisas.. sempre durmo com um pé ou os dois (depende da temperatura) pra fora do edredon, sempre almoço com as pernas pra cima da cadeira, conto o mesmo caso vaaarias vezes achando sempre que estou contando pela primeira vez, ajo estranhamente quando sinto falta da minha "liberdade", sou muito impulsiva, a Bárbara fora do blog é bem menos (ou quase nada) melosa.. alguns dizem ser até insensível (mais nisso eu não creio), talvez eu seja fria, mais tenho trabalhado para não ser, não consigo dormir de "conchinha", quando estou bêbada tenho a capacidade ridícula de mandar mensagem de texto e apagar logo depois do envio, porque já sei que vou me arrepender no outro dia e assim não vai ter como eu saber o que mandei, mais que porra de raciocínio bêbado que é esse? Eu juro que não entendo.
Tem mais umas outras coisas.. tenho tido problemas pra dormir, e a culpa é toda sua, agora me conta.. qual a parte de ser homem que impede vocês de dizerem o que sente? Qual é a dificuldade em deixar as coisas claras? Tira o pé da minha janta né meu amigo?! Ou me deixa ir, ou me faz ficar de uma vez, mais não faz mais isso de ficar calado. Você vem, me trata super bem, me mata de rir, vai embora e deixa a minha cabeça nessa confusão toda, até o dia em que resolve aparecer de novo, faz as mesmas coisas, não me diz nada novamente, e fico eu aqui tentando traduzir seus sinais pra ver se acho alguma resposta para as minhas perguntas que nem sei se cabem de existir em meio a isso tudo, que também não sei se é isso tudo, ou é nada, ta dando pra perceber o tanto que minha cabeça anda perturbada? Eu só estou querendo saber se continuo alimentando isso ou não, é apenas isso.

Vamos fazer o seguinte, se for pra me deixar ir, então me deixe ir logo, mas ao se despedir faça o favor de não sorrir, porque se não eu volto correndo e te convenço que meu sorriso é mais bonito ao lado do seu.


Bárbara Jorge

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Trabalho final


Meu corpo é como uma exposição em movimento, cada tatuagem que tenho é um tipo de obra permanente exposta em mim. Cada uma de minhas tatuagens tem um significado especial, as asas representam a liberdade que logo cedo meus pais me apresentaram, deixando claro que para conquistá-la bastava eu querer, é como se eles tivessem me dado as asas e eu só precisasse aprender a voar. Os mapas do Estado de Goiás e De Minas Gerais representam meus pais, minhas raízes de uma certa forma, filha de pai goiano e mãe mineira, nasci em Minas mas sem dúvidas metade do coração é goiano, talvez pelo fato de ter uma grande família por la e passar quase todas as minhas férias em Goiás, amo de verdade aquele estado como se fosse um pouco meu, assim como Minas, Goiás também faz parte de mim. O texto, é uma poesia que meu irmão fez pra mim, representa o amor maior, amo meu irmão da mesma forma que amo meus pais, mas a lei da vida é: os pais morrem antes dos filhos, o irmão é aquele que vai seguir a vida comigo até o fim, o cúmplice, o companheiro.

. Eu sou uma função de infinitas variáveis, variáveis essas que são as enumeras relações que estabeleço com as pessoas, cada nova relação que estabeleço modifica o resultado das minhas ações de alguma forma, sou também uma variável nas funções que são as outras pessoas. As modificações que nosso corpo/espírito sofrem ao longo da vida, apenas o fato de estar vivo, de conhecer lugares, pessoas já nos modifica, sou um objeto dinâmico, o meio em que vivo me faz estar em constante modificação, ao mesmo tempo que minha constante modificação modifica o meio. O fato de viver me modifica constantemente!



Bárbara Jorge

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Algo desconhecido.


Os meus olhos, sem o movimento constante de minhas pálpebras, já estava dilatado. Já não conseguia sentir minhas pernas, e mesmo que eu tentasse, ela já não obedecia aos meus comandos. O meu estômago ficou vazio, fazendo-me sentir insaciável de algo desconhecido. A minha consciência já não me pertencia, estava solta, jogada, perdida, estava alí mas não estava.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Somente

Não percebia quando o desconforto era emocional: era o estômago que doía, a boca que secava, eram as mãos frias.Não era raiva, não era angústia, não era medo.Para ela era físico, nunca o emotivo. Dizia “adeus”, assim, como quem dispensa a sobremesa pra tomar um chope.Dizia “sim” ou “não” como quem escolhe a cor do esmalte.
Um dia, quando bateu o vazio, elaborou rapidamente uma saudade. Mas não sabia de quem, de onde, do quê. Não precisava. Era ela e a saudade de qualquer coisa que ela trocou por um chope, de qualquer noite que ela substituiu por uma tarde, de qualquer emoção que ela nem se lembrava mais. Mas que trazia uma certa languidez pro olhar e uma tensão pra expressão facial que ela pretendia.






eu ando vazia.. ando elaborando saudades..




marla de queiroz

segunda-feira, 11 de abril de 2011

o olhar dele sorriu pra mim

Ele transforma seus 21 verões em canção, convida pra ir em uma outra constelação, e ainda tem a audácia de falar que é necessário levar apenas o que precisa pra mente e pro coração. Mesmo com aquele frio, aquela chuva e toda minha tpm eu consegui enxergar seus olhos.. foi quando vi aquele olhar sorrindo pra mim.. tentei olhar sorrindo mais acho que naquele momento meu olhar só mostrava frio... tentei colocar entre as palavras a vontade de um beijo mais não consegui, era como se seu olhar me intimidasse... e isso me fazia ter vontade de saber mais..
Sentados ali naquele teatro eu nem consegui prestar muita atenção no que via.. sorria por dentro toda vez que sentia sua cabeça virando em minha direção (eu sei que isso é ridículo ok?), vontade de sumir daquele lugar com você.. te descobrir de alguma forma.
O tempo passava e nada acontecia de verdade.. eu ja tava ficando sem saber o que fazer, foi quando você veio se despedir.. despediu uma vez... e nada, despediu de novo.. e nada, e eu la.. parada, sem saber novamente o que fazer... percebi o seu olhar em mim.. imediatamente abri um sorriso, era minha ultima tentativa, dessa vez você me entendeu... e veio.. um beijo, e eu vim.. eu e o beijo.




Bárbara Jorge