sábado, 11 de julho de 2015

Mas deixa eu fingir e rir.

Eu não soube a hora de parar e agora eu só quero ficar, é ridícula a maneira como você fez desaparecer toda aquelas vontades e coisas bonitas e transformou tudo aquilo em algo tão morno e o morno, meu amigo, é uma bela merda! Eu suplico por emoções, gosto de coração na boca, mas mesmo assim, mesmo com essa coisa meio sem temperatura que você criou pra nós, mesmo sem um motivo desse lado daí, mesmo que você não queira, que não busque por isso, que faça o possível pra não alimentar, mesmo que... Mesmo assim, eu sem querer, sinto o coração na boca naquelas manhãs com pouco folego, ou quando acordo e vejo um sol desenhado na tela do meu celular. Dou risada pras paredes com aqueles convites inesperados, que parece você sentindo saudade, mesmo eu sabendo que só parece... Mesmo eu sabendo que a maior parte dessa historia, a parte mais bonitinha, só exista em pensamentos, naqueles que criei pra me burlar e não me deixar ir embora quando você deixa escapar qualquer fala meio amarga ou quando outros nomes são ditos. Porque no fundo eu sei que isso tudo pode ser só neurose minha e se não for, eu sei que de um jeito ou de outro, eu gosto demais de não saber como vai ser amanha e gosto das minusculas expectativas que crio pra ver você conseguindo suprir cada uma delas, mesmo sem você saber que elas existem aqui, mesmo eu sabendo que elas são exatamente do tamanho que você poderia conseguir suprir, afinal, nunca fui boa em criar motivos pra me ferir. No fundo, a verdade é que eu me confundo com essas incertezas, as súbitas ausências, as vezes, me da frio na barriga, mas no fim eu adoro isso do jeitinho que é, nem muito, nem pouco, morno! Mas cheio de pedaços quentes em meio aqueles outros tão frios.






Bárbara Jorge

domingo, 24 de maio de 2015

Parece que...

Me desculpe por fazer do tempo algo tão incalculável para mim, é que nunca fui boa em me preocupar com horas, talvez por isso exista 3 reuniões entre o seu bom dia e o meu. Desculpe por tentar burlar todas as regras mundias sobre "dias seguidos", por ser impulsiva quase sempre, por segurar as coisas que quero falar e por falar demais as que não devo, essa segunda talvez eu tenha aprendido com você. Desculpe por querer roubar todas as suas roupas e por não saber, ainda, a te dizer não. Desculpe também por ceder a todos aqueles impulsos de uma quinta feira embriagada, a verdade é que eu gosto dessas coisas repentinas, mas no outro dia sempre acordo com a sanidade gritando na minha orelha e me obrigando a pedir desculpas por talvez ter sido invasiva, aliás, me desculpe por pedir tantas desculpas, que na verdade nem são desculpas mas sim qualquer desculpa pra escrever um texto, olha eu com essa palavra aí de novo. É que não é sempre que meus pés saem tantos metros do chão, ainda mais assim... Tão rápido, correndo, atropelando horas e esquecendo do tempo. Tempo? Nem percebi que já passou uma semana, nem notei que tem apenas uma semana, parece 2 dias mas também parece um mês, parece terremoto e calmaria, parece movimento parece inércia, parece... parece... Eu e você, de um jeito meio devagar e rápido demais, parece.



Bárbara Jorge

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Sobre a insistência e o amor

Às vezes é preciso renunciar, mesmo que sua vontade seja ficar ali quietinha para sempre até amanhã ou depois. Ceder demais as vezes parece que deixa de ser amor e vira desespero. Tentar segurar pelas mãos uma coisa que já tinha cheiro de partida desde o dia da chegada é inútil. Cativar o aparecimento do amor no ser amado é impossível. O outro não aprenderá a amar apenas porque você o ama. Amor não se cria, não se aprende, não se constrói, não ha formas de aprender a gostar de alguém, isso é papo furado, conversa que mãe falava naquela época em que casamento era arranjado. Amor nasce sem que a gente veja, não é coisa premeditada. Como qualquer outro sentimento ele é sem sentido, como o medo, quando vemos um abismo próximo, a mão gela, o coração palpita, mesmo sabendo que só vamos cair lá de cima se nos jogarmos de lá, mas não adianta, o sentimento de medo vem, sem nenhum motivo muito obvio, mas ele vem. O amor é igual, em meio a uma conversa tranquila dois olhares se cruzam e vem uma timidez lá de dentro do estomago que as vezes é tão forte que até colore as bochechas, a mão transpira e a boca faz esforço pra não sorrir sem motivo, tudo involuntário, tudo do nada, e de repente aparece alguém protagonizando nossos pensamentos sem que a gente queira, e assim como não tem jeito de fazer esforço pra começar a amar alguém, o contrário também é impossível, qualquer esforço seria em vão. O amor simplesmente nasce e da mesma forma acaba, como dizia Paulo Mendes Campos: "em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba." Mas as vezes, antes do amor acabar e mesmo que você não queira é necessário renunciar, porque a insistência desmedida pra alguém gostar de você além de ser inútil, ela mata o amor antes mesmo dele existir...







Barbara Jorge

terça-feira, 1 de abril de 2014

Te deixo.

Te deixo aqui, bem aonde você sempre esteve melhor, onde você sempre me caiu perfeitamente bem. A verdade, é que você sempre se torna mais bonito quando vai surgindo do meu papel em branco, e pouco a pouco, entre tortas palavras.. você vai aparecendo bem mais colorido que a realidade, isso aqui te faz ser mais magico, porque em algum momento, não me lembro quando, te coloquei em um pedestal imaginário bem acima de mim, e daqui debaixo você sempre me pareceu maior, mais encantador, mas quando te tirei daí e te observei no mesmo andar que eu, percebi que aquela realidade sensacional não passava de uma tentativa minha de te fazer melhor, pra que eu pudesse te achar perfeito pra mim, pra que eu justificasse o meu súbito encantamento e falta de ar, por alguém que sabe pouco sobre delicadezas.
Me deslumbrei pelo encaixe perfeito e pelo excesso de sorrisos na madrugada, pelo café na cama e pelas palavras alcoolizadas sempre ditas em tom doce, só de lembrar quase me deixo ir de novo, ou melhor, te obrigo a vir outra vez.
Mas uma hora o cansaço chega, nunca me vi buscar algo tanto assim, e cansa. Quando olho a coisa toda com distanciamento, me vem uma timidez e uma vergonha tão grande, que por isso, daqui pra frente, te deixo apenas aqui, onde essa historia pode continuar sendo magica, inviolável, onde ela permanecerá sendo o que nunca foi... real.
E se houver vontade de me buscar por ai, não deixe de vir, eu não disse que não quero mais, apenas falei sobre aquela parte sua que não existe, aquela que me faz querer ficar, é ela que deixo aqui, pra evitar futuros arranhões. A parte real pode vir, não tenho vontade de recusa-la, ela é tão pequena, que se continuar assim sem crescer.. não corre o risco de me causar danos.







Bárbara Jorge







segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Merci!

Você me encantou com sua delicadeza em falar de nós dentro de um possível futuro (apenas por ser educado).. me deixou com uma timidez gostosa, cada vez que dava aquele sorriso sacana entre um beijo e outro. Você me deixou com um tipo de insegurança que eu adoro sentir... e me fez rir mais vezes que o esperado. Você me trouxe de volta pra mim, mesmo depois deu achar que seria impossível uma volta assim, tão repentina... não é que eu esteja completamente curada daquilo tudo, pode ser que ainda não, mas pelo menos, depois de tanto tempo, eu estou aqui, em mim.. e não quero sair. Sabe, eu nem acho que nós vamos virar "nós" um dia, aparentemente não temos potencial para termos nada além das nossas madrugadas divertidas, ou da desculpa de vir buscar o óculos esquecido. Somos apenas peças perdidas de outras pessoas que nos esqueceram no meio do caminho, e sem querer nos encaixamos bem, você me trouxe paz e alívio, foi bem isso que senti ao descobrir que posso ter um desejo real por outro, que não seja aquele distante. Por isso te agradeço, porque mesmo sem tentar, ou saber, você me deu paz depois de um ano tão estranho emocionalmente (eu nem usava emocionalmente em alguma frase antes desse ano que passou). Essas noites da reta final, antes da minha ida, tinham tudo pra serem noites atormentadoras, cheias de ansiedade, mas você veio e me fez gargalhar em todas elas, me trouxe leveza... seu sorriso.. e essa sua fala mansa que tranquiliza até mulher de TPM, obrigada por saber aparecer e sumir nas horas certas, e por não ter feito esforço algum para que eu me apaixonasse, o que no começo me irritou, mas é fato que uma paixão agora poderia me confundir demais quando chegasse o dia 24. E por fim, obrigada por me mostrar que existe mais de um homem no mundo que sabe me deixar ser exatamente o que eu sou.












Bárbara Jorge

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Não lamento

Depois de tanto tempo, chegou aquele momento em que tudo que se sente vem sem dor, aquela batida descompassada ainda me pega algumas vezes por dia, mas não mais me machuca, aquele cheiro de vazio ainda permanece fortemente no ar, mas nele não tem mais desespero, ainda acordo todos os dias com aquela vontade imensa de tomar o primeiro voo, é, esse sentimento ainda não mudou nada... Sinto tudo até hoje como no primeiro dia que cheguei aqui, mas a tristeza não me pega mais, é como se eu estivesse anestesiada, ainda sinto que me falta algo, e que nenhuma completude me aparecera tão cedo, sinto faltar o ar cada vez que me vem na cabeça aquelas nossas doces lembranças, sinto tudo, mas não sei mais sentir dor, é como se tivessem me feito esperançosa demais, e quando penso em nós, não lamento, apenas fico imaginando se você vai deixar a barba crescer pra me esperar chegar...
É como se o reencontro fosse fato, e a felicidade algo que nunca sumiu daqui.



Bárbara Jorge

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Fragmentos daqueles sinais

Talvez de todas as dores de um amor, a dor maior seja a de não poder estar junto, não porque o casal não quer, não porque não se gostam, não porque um magoou o outro, simplesmente não estão.. porque não ha como estar, e na minha cabeça isso deveria matar o amor, a distancia deveria obrigatoriamente dissolver o sentimento amoroso por inteiro. Mas não dissolve, e qualquer sinal de fumaça vindo do lado de lá da distancia, toma um tamanho muito maior do que deveria,  e tudo que até então fazíamos esforço pra esquecer, passamos a fazer esforço pra que se reconstrua...

Porque, porque você me deixou ir? Porque nos últimos dias aquela vontade de ficar junto pra sempre sumiu dos seus olhos? E porque logo agora ela voltou a aparecer ai?

Desde os seus últimos sinais, eu nos reconstruo na minha cabeça a cada dia, mesmo sabendo que isso não passa de loucuras da mente, eu não me canso, e nos refaço a cada meia hora, nos refaço sorrindo, beijando, transando, casando.. refaço até nas brigas, no nosso não casamento, no seu ciume que me irrita e em mais um monte de momentos que quando vivemos parecem ser tão ruins.. mas agora que não os tenho, vejo o quanto uma briga daquelas, cheias de ofensas, pode se tornar a coisa mais linda do mundo quando olhada por um outro angulo, porque se ha brigas é porque não ha nada ali além de amor.

Tentei te evitar, mas não tem jeito, sempre algo me leva até você... nem que seja, por um milagre, você mesmo me buscando de volta. Eu sou entulhada de incertezas, e o que mais me desespera é pensar em você como uma das poucas certezas que tenho, mesmo com 500 setas indicando pro atlântico e apenas uma apontada pro pacífico.

Eu apenas acho, que dentro dessa historia cabe apenas um oceano.










Bárbara Jorge